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Posts Tagged ‘Gestão de Projetos’

Conheço a prática Planing Poker faz um tempo, porém não tinha tido a oportunidade de aplicar e desfrutar dos ótimos resultados, como tive há alguns dias atrás.

Na empresa onde trabalho ainda não temos aplicado o Scrum propriamente dito, mas trabalho com muitas práticas da metodologia [método, framework, seja o que for, rsrs] e estamos tendo ótimos resultados! O Planning Poker foi uma delas!

O Planning Poker é uma prática de estimativa de tarefas bem simples e inclusive divertida, mas muito eficiente. Muito utilizada no SCRUM, esta prática funciona da seguinte forma:

– Ao invés de estimar horas exatas estima-se em pontos;

– Os pontos utilizados no ‘jogo’ são parecidos com a sequencia do Fibonacci, ou seja, o próximo número é a soma dos dois números anteriores: 0, 1, 2, 3, 5, … Para simplificar é muito utilizada esta sequencia: 0, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 20, 40, 100. Mas vai de cada um; eu por exemplo não chegaria até o 100 porque prefiro trabalhar com tarefas menores;

– Porque números tão distante entre si? Porque quanto maior uma tarefa, mais difícil de prever com precisão quantos pontos a mesma terá (e muito menos horas). Isso significa que uma estimativa de 13 pode estar entre 8 e 21… Por isso que quanto menor as tarefas, melhor para serem estimadas e a variação de pontos é melhor administrada. Sempre procure chegar no menor nível de granularidade, evitando tarefas muito grandes;

– O time do projeto se reúne com o responsável pelas regras de negócio (Analista, PO, Gerente, Cliente…) e cada um recebe as cartas do Planning Poker. Mas que isso não seja um impedimento! Se não tem cartas, improvise com os dedos (foi o que fiz, rsrs);

– As funcionalidades/tarefas são apresentadas, uma a uma e as dúvidas do time são sanadas;

– Atribui-se o peso 2 para a menor tarefa, para que esta sirva de comparativo para as demais (ex: uma laranja é maior que um morango? E que uma manga? E assim as tarefas são comparadas tendo essa de peso 2 como parâmetro);

– Inicia-se com uma atividade (pode ser por ordem de prioridade), e todos jogam a carta ao mesmo tempo;

– A ideia é discutir a variação de estimativa; porque Fulano estimou X e Ciclano estimou Y… e aí… só fazendo para ver o que acontece; a discussão que é gerada em torno das estimativas e diferentes concepções é sensacional!

– No final a equipe chega a um consenso e define o peso da tarefa, partindo para a estimativa das demais, até que todas estejam estimadas;

Bom, quando apliquei esta prática foi com um time de  8 desenvolvedores que estavam atuando diretamente no projeto e 1 desenvolvedor Sênior, fora do projeto, que participou apenas para observar a equipe e tirar eventuais dúvidas. Acabei não envolvendo quem participou da criação do layout e testes, mas seria o ideal.

O objetivo da reunião, utilizando ou não os pontos depois, foi de colaborar com o entendimento e concepção que cada um têm sobre determinada funcionalidade. Isso foi muito bom! As opiniões eram diferentes, enquanto um achava que a funcionalidade era fácil por determinados fatores, outro achava que já era complicada por outros motivos… E nessa dinâmica de cada um expor sua opinião e justificar os pontos estimados, houve uma troca de conhecimento, um amadurecimento muito interessante! Tenho certeza que cada um saiu da reunião com uma ideia diferente sobre as tarefas!

Ah mas não quero usar cartas e quero que cada um fale a estimativa que achar que seja! Não vai dar certo, sabe porque? Faça um teste. Se um falar 5, por exemplo, o restante das estimativas sempre será o mais próxima de 5 possível; as pessoas são influenciadas e com o jogo de cartas, cada um estima o que realmente acha que é. 🙂

Tem um artigo muito bom do Ramon Durães “O efeito do Planning Poker na prática“, que também vale ler.

Para quem já utilizou o Planning Poker, comente e compartilhe essa experiência!! 🙂

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